Electrocardiograma

O Electrocardiograma é um gráfico produzido por uma electrocardiógrafo. Este é um exame médico na área de cardiologia onde é feito o registo da variação dos potenciais gerados pela actividade eléctrica do coração.

O coração apresenta actividade eléctrica por despolarização e repolarização devido a uma variação na quantidade relativa de iões presentes dentro e fora das células do miocárdio. Esta variação cíclica gera a criação de impulsos eléctricos que são detectados por eléctrodos sensíveis colocados em pontos específicos da periferia do corpo do animal.

Em 1856 Kollicker e Muller descobriram a actividade eléctrica do coração de uma rã. Nos finais do século XIX foram efectuados os primeiros registos da actividade eléctrica do coração. No princípio do século XX, Willem Einthoven inventou o primeiro electrocardiografo, denominando as ondas visíveis de P, Q, R, S e T. Esta invenção valeu-lhe o prémio Nobel da Medicina em 1924. Desde então os electrocardiografos têm evoluído significativamente, mas os princípios básicos mantêm-se.

Este exame tem como principal indicação as arritmias cardíacas, podendo também ser utilizado para detecção de alterações de condutividade, enfartes do miocárdio, alterações electrolíticas. Também permite avaliar a morfologia cardíaca, sendo que com a possibilidade de efectuar ecocardiografia este método tornou-se menos fiável. O electrocardiograma não nos permite uma avaliação da contractilidade cardíaca. O electrocardiograma é também fundamental na monitorização de pacientes anestesiados e animais internados em cuidados intensivos.

Normalmente a actividade eléctrica inicia-se no nódulo sinusal induzindo a despolarização dos átrios e ventrículos, o que vai produzir o seguinte traçado:

As Ondas P correspondem à despolarização auricular, o Complexo QRS corresponde à despolarização ventricular, a Onda T corresponde à repolarização ventricular.

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