Giardia Giardiose

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Giardia Giardiose
Como é que este parasita pode infetar o seu animal?
Existem três grupos de giardia conhecidos: a Giardia muris que parasita ratos; a Giardia agilis que parasita anfíbios; e o terceiro grupo que faz parte dos animais de sangue quente com quatro espécies conhecidas – a Giardia ardeae e a Giardia psittaci de aves, a Giardia microti de ratazanas e a Giardia duodenalis (também conhecida como Giardia intestinalis e Giardia lamblia) que parasita uma vasta gama de hospedeiros mamíferos como o ser humano e animais domésticos de estimação.
Por ser um parasita facilmente transmitido, os seres vivos mais vulneráveis são os mais jovens devido ao fraco sistema imunitário que apresentam. Assim sendo, as crianças e os animais jovens são os mais afetados.
Apresentação do protozoário
Este protozoário pode apresentar-se fisicamente de duas formas diferentes, sob a forma de trofozoítos ou sob a forma de quistos. Esta diferenciação física tem a ver com o seu ciclo de vida.
Trofozoítos
Os trofozoítos são parasitas microscópicos com cerca de 12 a 18 micrómetros de comprimento e 10 a 12 micrómetros de largura. Têm a forma de uma pera ou lágrima, e são móveis devido aos flagelos (semelhante a cílios ou pelos) que apresentam em várias partes do seu corpo.
São simétricos e fazem reprodução assexuada por divisão binária longitudinal, ou seja, não necessitam de dois sexos diferentes para se procriarem dificultando o seu controlo "populacional".
Normalmente, é esta forma que provoca doença intestinal no animal e no ser humano. Este microrganismo está preparado fisicamente com proteínas de adesão que lhe permitem agarrar-se à mucosa ("parede" interior) intestinal não sendo arrastados pelo bolo alimentar.
Os trofozoítos que não ficam aderidos à mucosa intestinal formam-se novamente em quistos e são eliminados nas fezes. Pontualmente, pode acontecer saírem nas fezes alguns trofozoítos que serão rapidamente eliminados do meio ambiente pelas condições atmosféricas adversas devido à fragilidade que estes apresentam.
Quistos
Os quistos são capsulados, ovais ou elípticos, sem motilidade ou capacidade de se moverem e têm aproximadamente 8 a 12 micrómetros e 7 a 10 micrómetros de dimensão.

É devido a esta cápsula que são resistentes às condições meteorológicas adversas permanecendo no meio ambiente durante meses. Uma humidade relativamente alta beneficia a permanência deste microrganismo no ambiente fazendo com que em
alguns países seja mais complicado o controlo da infeção a partir do meio ambiente.
É também esta forma que vai infestar os mamíferos ao ingerirem alimentos contaminados ou ao beberem as águas contaminadas onde eles se encontram, tais como, em lagos, ribeiras, fontes ou poças de água conspurcadas.
Tempo de incubação
Após a entrada no estômago, os sucos gástricos fazem a digestão da cápsula que envolve os trofozoítos deixando-os livres e prontos a causar doença.
O tempo de incubação deste protozoário é cerca de uma a duas semanas, ou seja, desde que o mamífero se contamina até ocorrerem os primeiros sintomas/sinais clínicos pode levar duas semanas.
Onde se encontra?
Este parasita encontra-se no intestino delgado sendo o duodeno o local de eleição.
Esta patologia pode permanecer assintomática (sem sintomas/sinais clínicos) durante muito tempo permitindo ao parasita proliferar no trato digestivo e causar mais lesões, uma vez que passa despercebida.
Sinais clínicos
Ao aderir à mucosa intestinal o parasita vai destruir as microvilosidades (estruturas que permitem mais contacto com o bolo alimentar e permitem maior absorção de nutrientes) intestinais e vai fazer o efeito de tapete/barreira impedindo a absor
ção de líquidos e nutrientes pelo intestino. Esta alteração resultará em diarreias e desnutrição.
Estas diarreias são líquidas de cor amarelada, espumosas, gordurosas (pelo défice de digestão das gorduras), com odor desagradável e forte, e, geralmente, aparecem na fase inicial da doença.
Para além da diarreia podem ocorrer mais sintomas/sinais clínicos, tais como: dor abdominal, náuseas, vómitos (ocasionais) e flatulência. A diarreia pode ter muco não tendo sangue ou secreção purulenta (pús) e pode ocorrer temporariamente, de forma intermitente ou de forma crónica.
Uma vez não sendo tratada, esta doença terá um carácter recorrente podendo levar a anorexia, com perda de peso e deficiências em vitaminas por causa da má absorção.
Erroneamente pode acontecer a giardia ir para a vesícula biliar e esta ficar parasitada e causar cólicas abdominais ou icterícia (cor amarela da pele, mucosas ou esclera).

Diagnóstico
O diagnóstico pode ser feito através da avaliação fecal com vários testes.
Porque os quistos se apresentam em pequenas quantidades e são excretados de forma intermitente na fase crónica da doença, o diagnóstico torna-se difícil e, por isso, têm-se desenvolvido vários testes laboratoriais.
Um dos testes mais simples é o exame direto, seguido pelo teste de flutuação fecal através de centrifugação, ELISA fecal ou ensaio de imunofluorescência direta.
Alguns autores dizem que a melhor forma de obter diagnóstico é através da colheita direta de conteúdo intestinal em que poderão ser visualizados os trofozoítos. Estes acreditam que esta amostra tem a mesma eficácia que 10 amostras de fezes.
Hoje em dia sabe-se que nos exames fecais pode haver vantagem se a colheita das fezes for efetuada durante vários dias, idealmente alternados.

O exame direto é usualmente usado para pesquisa de trofozoítos aquando da fase diarreica.
O teste de flutuação fecal com centrifugação é específico para pesquisar quistos em fezes sólidas ou semi-sólidas.
O teste ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay ou ensaio de imunoabsorção enzimática) é um teste imunoenzimático que permite a deteção de anticorpos (defesas) que o organismo produz contra os antigénios (agressores ao organismo como bactérias, vírus e protozoários). Este é o teste mais recomendado a nível veterinário para a pesquisa desta patologia nos nossos animais de companhia devido à sua capacidade de pesquisa do parasita.
Tratamento
Nos EUA ou em Inglaterra não está aprovado o tratamento desta doença com algumas medicações. O que está descrito na literatura mais recorrente é um antibiótico específico ou alguns desparasitantes internos.
O antibiótico geralmente utilizado é o metronidazol, no entanto, a sua eficácia está a ser reavaliada em animais devido às curtas margens de segurança da utilização deste antibiótico.
Relativamente aos desparasitantes internos temos várias opções cada uma com níveis de eficácia diferentes. O Albendazol é um princípio ativo presente em alguns desparasitantes internos e é efetivo na dose de 25 mg/kg, duas vezes por dia, durante 4 dias em cães e 5 dias em gatos. Esta medicação não é, no entanto, 100% segura podendo causar efeitos secundários como supressão da medula óssea. Por este motivo não está autorizada a ser efetuada nestas espécies.

O Fenbendazol é outro princípio ativo de desparasitantes internos utilizado em cães e na dose de 50 mg/kg/dia, durante 5 a 10 dias, é eficaz na eliminação da infecção pelo parasita em questão. Não são conhecidos efeitos secundários graves deste princípio ativo e pode ser usado em fêmeas gestantes e lactantes. Em gatos não está descrito o uso deste medicamento, no entanto, se for usada na mesma dose durante 5 dias podemos conseguir reduzir os sinais clínicos e a excreção dos quistos para o meio ambiente, minimizando a contaminação de outros animais.

Quando adicionamos a este princípio ativo o febantel, o pamoato de pirantel e o praziquantel, e efetuamos o tratamento durante 3 dias, temos extrema eficácia sendo este o tratamento de eleição.

Após o tratamento, independentemente do escolhido, devemos fazer novamente pesquisa através do exame fecal com centrifugação para avaliar o sucesso da terapia.

Ausência de sinais clínicos específicos

Entre a classe veterinária é uma patologia um pouco preocupante uma vez que não nos dá sinais clínicos específicos da sua presença podendo ser menosprezada ou confundida com outras patologias do intestino delgado que dão os mesmos sinais clínicos, como a insuficiência pancreática exócrina ou o IBD (inflamatory bowel disease) ou doença inflamatória intestinal.

Os animais não sabem manifestar o desconforto que têm e não nos dizem se ingeriram águas contaminadas, tornando difícil obter o diagnóstico. No entanto, face à facilidade de tratamento temos geralmente um bom prognóstico.

Prevenção

A prevenção desta patologia nos animais pode ser feita através dos desparasitantes comummente utilizados no dia-a-dia da prática veterinária, dando banho aos animais regularmente para eliminar os resíduos de fezes que possam ficar no pelo do animal com quistos e recolhendo as fezes que o animal faz, colocando-as no lixo comum.

As superfícies devem ser limpas com desinfetantes disponíveis comercialmente ou com limpeza a vapor. Os produtos desinfetantes devem atuar entre 5 a 20 minutos. Estas superfícies devem secar completamente após a limpeza.

Em solos com terra, relva ou alcatrão é difícil proceder à higienização completa uma vez que os quistos só morrem com desidratação e estes solos poderão não secar na sua totalidade permanecendo quistos viáveis.

 

 

CIRURGIA DE MÍNIMA INVASÃO

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Existem diversas opiniões acerca de a quem deve ser atribuída a invenção do endoscópio. Alguns sugerem com base em estudos de manuscritos ancestrais, que poderá remontar a Hipócrates (460-367 AC) que terá realizado exames rectais com o auxílio de um especulo.

Num período histórico mais recente o médico alemão Philipp Bozzini (1773–1809) teve o credito pelo uso clinico do seu invento o “Lichtleiter,” o condutor de luz, um endoscópio primitivo para a inspeção de ouvidos, boca, cavidade nasal, uretra, recto, bexiga e o cérvix. Consistia apenas numa rudimentar lanterna em latão coberta a couro que transmitia a luz imitida por uma vela convencional.

Posteriormente o urologista francês Antoine Jean Desormeaux (1815–1882), modificou com sucesso esta tecnologia para diagnostico e tratamento na prática clinica. O aparelho fazia uso de uma lamparina a petróleo e um espelho que refletia a luz através do canal de trabalho. O design apresentava algumas falhas nomeadamente o risco de queimadura tanto para o clinico como para o paciente.

O seculo XX viu o rápido desenvolvimento desta tecnologia que conduziu à sua promoção e disseminação, aliada paralelamente à melhoria da segurança com técnicas cirúrgicas superiores, o uso de antibióticos, a transfusão de sangue e melhor anestesia.

Atualmente, à medida que a cirurgia de mínima invasão se torna mais comum em humanos as expectativas dos proprietários de animais de companhia aumentam no que diz respeito a este tipo de procedimento. Apesar de ser relativamente recente na medicina veterinária o seu uso tende a crescer exponencialmente num futuro próximo.

Tratam-se de técnicas inovadoras que recorrem ao uso de tecnologia avançada para procedimentos profiláticos, de diagnóstico ou de tratamento cirúrgico.

São várias as vantagens que o seu uso representa tanto se tratando do acesso ao interior de uma articulação (artroscopia), da cavidade torácica (toracoscopia) ou da cavidade abdominal (laparoscopia).

Ao contrário das técnicas cirúrgicas tradicionais, a cirurgia de mínima invasão pode ser realizada através incisões muito pequenas, reduzindo circunstancialmente a dor, o risco de infeção, a perda de sangue e o tempo de recuperação do paciente.

O cirurgião utiliza longos instrumentos cirúrgicos e orienta-se através de imagens ampliadas que são transmitidas da camera do endoscópio para o monitor. Permite em muitos dos casos visualizar e alcançar locais anatomicamente de difícil acesso com o mínimo de danos para os tecidos circundantes, aumentando as possibilidades de realizar cirurgias e outras intervenções que de outra forma seriam impossíveis ou demasiado arriscadas.

Para além da artroscopia os procedimentos mais comuns que podem ser efetuados utilizando equipamento cirúrgico de mínima invasão são castrações assistida por laparoscopia, gastropexia, cirurgia exploratória, remoção de pequenos tumores bem como várias técnicas laparoscópicas de biopsia de órgãos. Já estando a ser utilizada a técnica para cirúrgias torácicas.

A constante inovação tecnológica e a melhoria das técnicas cirúrgicas irão permitir que num futuro próximo a cirurgia de mínima invasão continue a evoluir e a assegurar o seu espaço no contexto da medicina veterinária.

 

Dia do Cão 26 de Agosto

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Hoje é um dia especial para todos aqueles que consideram o “cão”, desde há muito intitulado o melhor amigo do homem.

Bem sabemos que hoje em dia há dias para tudo, de toda a forma não deixa de ser importante já que podemos aproveitar o momento para uma reflexão sobre estes exemplares que tanto significado têm para tantos lares e famílias.

A presença de um cão, completa sem dúvida qualquer família, desde as monoparentais onde o companheirismo se pode evidenciar, até às famílias com azafama de conflitos de geração onde o cão pode ser um elemento agregador e de interesse comum.

Ter um cão é sinónimo de estilo de vida saudável, tanto a nível físico, pois as suas necessidades atléticas nos empurram para a prática de exercício saudável, como a nível psíquico, pois promovem libertação de stress e ansiedade, levando-nos aos princípios da lealdade, companheirismo e desprendimento do corrupio da sociedade consumista.

Inúmeros são os exemplos de situações menos boas nas vidas das famílias onde o cão tanto contribui para que tais momentos sejam ultrapassados de forma mais positiva. O cão entrega-se, dedica-se e tem grande sentido de compaixão e compreensão, por tudo isto vale a pena partilhar as nossas vidas com estes fantásticos seres vivos.

O cão faz companhia em casa, nos passeios, relembra as pessoas da importância do “ar puro”, obrigando-os a sair de casa, muitas vezes a socializar e a percorrer novos caminhos.

Para além da companhia é preciso relembrar que o cão é um animal que ajuda muita gente no seu trabalho, desde os cães pastores até aos cães-guia, essenciais para a sobrevivência dos seres humanos que necessitam do seu apoio.

Ter um cão exige ponderação, melhor dizendo “ter um cão não é para todos”, é a frase que considero da minha autoria, pois a uso sem nunca a ter lido. Mas o que realmente interessa é que estes animais não são bens de consumo, mas sim seres que necessitam de cuidados básicos, onde se destaca a disponibilidade de tempo que nos possibilita interagir com eles, sem abdicar do contacto com a natureza. Isto porque os cães tornaram-se dependentes dos seus donos, ao longo dos tempos, tanto para cuidados de saúde como alimentares.

Assim se decidirem ter um cão por favor pensem num projecto de vida de 15 anos. O cão vai ser um elemento importante e que sem dúvida vai dar muito mais do que aquilo que vai ter necessidade de receber. Mas para ser benéfico para todos, inclusive para a sociedade, é necessário cuidar do mesmo com responsabilidade, tendo em conta que à medida que vai envelhecendo mais cuidado e assistência irá necessitar.

Desta forma, o fundamental é tomar uma decisão consciente, garantindo um adestramento adequado que permita que o cão a ser um bom elemento na sociedade. Quando falhamos nesta temática pode surgir uma situação em que se cria um distanciamento progressivo entre o cão e o ser humano, chegando a um ponto em que o animal vai desenvolver o síndrome de privação sensorial, situação bastante difícil de lidar e de reverter, podendo algumas situações culminarem em agressividade do animal.

Outro ponto adequado é conseguir entender que o cão pertence a uma espécie diferente e, como tal, tem necessidades nutricionais distintas, pelo que para termos um cão saudável é necessário providenciar alimentação própria e adequada.

A medicina preventiva é sem dúvida a mais eficaz e económica, pelo que vacinas, desparasitação externa e interna, boas condições de salubridade são o que permite evitar muitas doenças, algumas delas bastante complexas.

 

A boa conduta na via pública é fundamental pois para além de permitir um saudável convívio com os seus demais congéneres e sociedade em geral, também permite evitar muitos acidentes, pelo que se recomenda que o cão sempre passeie a trela e, em caso de necessidade, o uso de açaime pode ser também indicado.

 

De referir que a nossa sociedade evoluiu muito e positivamente, refletindo-se tal numa lei aprovada pela assembleia da república em 2015 que criminaliza o mau trato animal e abandono. Ainda hoje mesmo foram publicadas penas acessórias para quem maltrate animais, as quais se destinam a serem aplicadas cumulativamente com as que já estavam previstas na lei:

a) Privação do direito de detenção de animais de companhia pelo período máximo de 5 anos;

b) Privação do direito de participar em feiras, mercados, exposições ou concursos relacionados com animais de companhia;

c) Encerramento de estabelecimento relacionado com animais de companhia cujo funcionamento esteja sujeito a autorização ou licença administrativa;

d) Suspensão de permissões administrativas, incluindo autorizações, licenças e alvarás, relacionadas com animais de companhia.

 

 

 

 

 

 

HIDROCEFALIA

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A hidrocefalia é a doença congénita mais comumente encontrada ao nível do sistema nervoso canino, consistindo numa alteração na circulação do líquido cefalorraquidiano, que conduz à dilatação do sistema ventricular ou do espaço subaracnoide, tratando-se de uma alteração mais frequente em raças pequenas e miniatura (Bulldog Inglês, Pug, Lulu da Pomerânia, Yorkshire Terrier, Chihuahua, Pinscher).

Em geral, os animais hidrocéfalos apresentam alteração do estado mental, défices nas respostas dos pares cranianos, convulsões e alterações marcadas na marcha, como a realização de círculos. O estado mental pode variar de depressão para hiperexcitabilidade, com ou sem alterações no estado de consciência. Pode, também, haver défices visuais e auditivos, incoordenação, bem como alterações pupilares (ficam dilatadas e fixas), cegueira, estrabismo quer ventral quer ventrolateral e alterações na forma da caixa craniana.

Tomografia computorizada (TC) e ressonância magnética (RM) são métodos imagiológicos frequentemente utilizados na deteção de malformações intracranianas, hemorragias, enfartes, distúrbios vasculares cerebrais, trauma e doenças inflamatórias, estando incluída a hidrocefalia.

No geral, o tratamento médico divide-se em dois grandes grupos de fármacos: diuréticos e glucocorticóides. O objetivo do tratamento médico é diminuir a produção de LCR (ou a sua acumulação) tanto no sistema ventricular como na medula espinhal. O tratamento cirúrgico baseia-se em shunts regulados por válvulas, sistema que permite drenar o LCR do sistema ventricular para outro local de absorção.

Na imagem anexa podemos ver TAC pós colocação de Shunt Ventriculo-peritoneal em Yorkshire com hidrocefalia severa.

 

Criptorquidismo bilateral

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O Duque é um Labrador Retriever de 2 meses que veio a uma consulta de rotina e no exame físico diagnosticou-se Criptorquidismo bilateral.

O Criptorquidismo, mais comum em cães, é uma incorreta posição testicular que conduz a um defeito do desenvolvimento genital, que consequente pode promover alterações comportamentais, e que pode culminar em desenvolvimento encológico testicular por ao longo da vida estarem sujeitos a condições de temperatura mais elevadas.

Existem vários fatores que se podem considerar como predisponentes, mas a maior influência pensa-se ser o carácter genético hereditário.
O principal meio de diagnóstico é realizado através da palpação.

O Duque vai ser tratado através da administração de gonadotrofina coriónica, que nos machos estimula a produção de testosterona, dando assim a oportunidade de migração da cavidade abdominal para o seu local habitual, escroto. Tal só pode ter sucesso quando o tratamento é praticado até aos 4 meses.

As primeiras consultas dos nossos pequenos amigos são importantes não só para os protegermos, através de uma correta vacinação e desparasitação, como também para um diagnóstico precoce de possíveis patologias.

 

 

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