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Veterinários e Proprietários juntos no sucesso do tratamento das doenças orais

Veterinários e Proprietários juntos no sucesso do tratamento das doenças orais:

Hoje em dia, as doenças orais encontram-se entre as patologias mais comuns e, que mais afectam a saúde e a qualidade de vida dos animais de companhia. A raça, o sexo, a idade, e a dieta constituem os fatores predisponentes para o aparecimento das doenças orais. Estas patologias têm um desenvolvimento silencioso até à manifestação dos sinais clínicos mais graves.

Apesar de todos os avanços médicos, muitas vezes existe o receio da destartarização (remoção eficaz de toda a placa bacteriana e tártaro) em animais geriátricos devido ao risco anestésico. É necessário existir uma mudança de mentalidade. Com uma boa consulta pré-anestésica, e a realização dos exames adequados, pode ser seleccionado o protocolo de eleição para o paciente em questão. A monitorização exigente e um procedimento menos demorado, são os pontos-chave para realizar uma destartarização segura com baixo risco anestésico, mesmo em animais de idade mais avançada.

A realidade de um País como o nosso, que tem atravessado tempos difíceis, acompanhado pela pesada palavra crise, tem afectado em larga escala a medicina veterinária. Apesar de a crise, só por si, não justificar uma desresponsabilização no trato dos nossos animais.

 

Check-up´s Periódicos

É de extrema importância uma avaliação dentária, num espaço adequado, aos 5 e 7 meses por ser a fase mais crítica nas mudas dentárias. Ultrapassada essa fase, são feitos controlos anuais, em paciente sem patologia, e de 6 em 6 meses após tratamentos quando necessário.

Os benefícios do seguimento médico manifestam-se no aumento da qualidade e do tempo de vida do paciente.

 

Infecção local, sistémica ou ambas?

A boca atua como um foco de infecção, pois os dentes são formados por uma superfície lisa e dura que permite a formação e colonização de bactérias da placa bacteriana. Desta forma, a infecção pode ser local e/ou sistémica (principalmente nos órgãos, como o coração, o fígado e o rim). A única forma de combater estas patologias é através do cuidado médico imediato e prevenção.

Efectuar uma destartarização pode ser considerada uma urgência para o bem-estar do paciente.

 

Medicina preventiva acima de tudo

A prevenção é o ponto fundamental para uma boa saúde oral de um animal de companhia. Existem muitos métodos de prevenção que devem ser efectuados pelos proprietários, nomeadamente a escovagem de dentes, que é a forma mais eficaz de evitar o aparecimento e formação de tártaro.

 

Cuidar em casa como membro da família

É impossível o veterinário tratar o animal sozinho. De facto, torna-se fundamental a dedicação do proprietário na continuação dos cuidados em casa para que o tratamento fique completo, evitando longos períodos de hospitalização.

Os cuidados domiciliários incluem não só a escovagem, mas também o uso de alimentos complementares e as barras dentárias assim como a dieta alimentar. A consistência da comida utilizada é bastante importante pois tanto pode promover a formação de placa dentária como pode prevenir o seu aparecimento.

 

Dicas para uma boa higiene oral

  • Raças pequenas e com apinhamento dentário (discrepância na relação entre o tamanho dos dentes e o tamanho dos maxilares) requerem cuidado redobrado – A acumulação de tártaro nestas raças é muito significativo levando a estados de doença avançado mesmo em animais jovens
  • Mau hálito não é normal – os animais têm um hálito próprio mas não deve ser intenso. Intenso significa infeção, resultante da destruição dos tecidos, o que requer um cuidado médico.
  • Dor oral é silenciosa - Pode ainda ser visível pela dificuldade na preensão dos alimentos ou mesmo durante a sua mastigação. Os cães com dor oral muitas vezes esfregam a face e os gatos apresentam a língua de fora.
  • Uma anestesia pode ainda ser opção para um animal idoso – Desde que seja realizada uma consulta e os exames pré-anestésicos necessários, o risco anestésico é mínimo. Não devemos privar um animal de um procedimento que lhe traz benefício se este pode estar apto para o suportar.
  • A destartarização é fundamental – De facto é o ponto de partida. È com este procedimento que a cavidade oral está preparada para se fazer uma boa manutenção em casa
  • Escovar é o método mais eficaz e mais económico - A escovagem dos dentes é reconhecida como o meio mais eficaz de remover a placa bacteriana tanto em cães como em gatos. Atenção: utilize apenas pasta para animais.
  • Evitar extracções dentárias – Felizmente existem opções para manter os dentes na cavidade oral. São exemplos as restaurações e desvitalizações quando ainda é possível e sempre que as lesões são detectadas a tempo.
  • Voltar atrás é possível – Algumas patologias são mesmo irreversíveis, ainda assim, alguns casos, podem ser reabilitados através de cirurgia, colocação de aparelhos dentários ou mesmo implantes.

É sempre necessário relembrar que as doenças orais diminuem a esperança média de vida de um animal, e, mesmo que o animal apresente uma idade avançado nunca é tarde para permitir e conceder uma boa qualidade de vida.

 

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