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Esgana

O vírus da esgana afeta mais comummente cachorros entre as 12 e 16 semanas de vida, quando estes estão imunocomprometidos de não vacinados.

Os primeiros sinais clínicos a desenvolverem-se são corrimento mucopurulento ocular e nasal, seguidos de tosse por pneumonia. Os cães vão ficando cada vez mais prostrados, com menos apetite e por vezes com febre, causada por infeções secundárias. Os sinais gastrointestinais são os que aparecem nos dias seguintes, só posteriormente aparecem os sinais neurológicos. Estes normalmente desenvolvem-se 1 a 3 semanas após o começo. Dependendo da zona do cérebro afetada, os sinais podem ser de demência, desorientação, convulsões torais ou parciais, ataxia e alterações cerebelares ou vestibulares.

Os sinais mais típicos são os mioclonias, isto é, contrações musculares repetidas de um grupo específico de músculos, como por exemplo, apenas dos mastigadores. Outros sinais como uveíte, neurite ótica e alterações na coloração dos dentes definitivos também podem aparecer.

A transmissão ocorre através das secreções naturais do cão infetado, como corrimentos nasais, oculares, urina e fezes, que são depois inalados ou ingeridos por um cão saudável. Após a infeção inicial o período de maior risco de transmissão do vírus são as 2 primeiras semanas, apesar de poder eliminar o vírus nas secreções durante 2 a 3 meses após ter recuperado. Após a total recuperação, um animal que seja negativo aos exames complementares, não volta a desenvolver a doença, mas pode apresentar sinais parecidos com a doença devido às sequelas causadas pelo vírus, normalmente sinais neurológicos.

A desinfeção dos locais onde esteve um cão infetado pode ser importante, embora este vírus não sobreviva no meio ambiente sem estar envolto em secreções e seja extremamente frágil às temperaturas altas e aos detergentes.

Para o diagnóstico é fundamental a recolha de todos os dados possíveis sobre o animal, desde informações da ninhada, locais que frequentou, estado vacinal e pequenos sinais que possam passar despercebidos aos donos.

Não existindo tratamento específico para esta doença, o que se pode fazer é tratamento sintomático, de forma a diminuir os sinais e controlar as infeções bacterianas secundárias. Dependendo da fase da doença, da debilidade do animal e tendo em conta a capacidade de infeção de outros animais, nunca se pode descartar a necessidade de recorrer à eutanásia. Isto para parar o sofrimento do animal e permitir evitar a disseminação da doença.

A prevenção pode ser feita através da ingestão do leite materno nas primeiras semanas de vida, se a mãe for vacinada da vacinação, ou através da vacinação, estes dois métodos têm-nos permitido evitar grandes focos da doença no nosso país. Daí a importância de seguir rigorosamente os planos vacinais.

 

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