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CIRURGIA DE MÍNIMA INVASÃO

Existem diversas opiniões acerca de a quem deve ser atribuída a invenção do endoscópio. Alguns sugerem com base em estudos de manuscritos ancestrais, que poderá remontar a Hipócrates (460-367 AC) que terá realizado exames rectais com o auxílio de um especulo.

Num período histórico mais recente o médico alemão Philipp Bozzini (1773–1809) teve o credito pelo uso clinico do seu invento o “Lichtleiter,” o condutor de luz, um endoscópio primitivo para a inspeção de ouvidos, boca, cavidade nasal, uretra, recto, bexiga e o cérvix. Consistia apenas numa rudimentar lanterna em latão coberta a couro que transmitia a luz imitida por uma vela convencional.

Posteriormente o urologista francês Antoine Jean Desormeaux (1815–1882), modificou com sucesso esta tecnologia para diagnostico e tratamento na prática clinica. O aparelho fazia uso de uma lamparina a petróleo e um espelho que refletia a luz através do canal de trabalho. O design apresentava algumas falhas nomeadamente o risco de queimadura tanto para o clinico como para o paciente.

O seculo XX viu o rápido desenvolvimento desta tecnologia que conduziu à sua promoção e disseminação, aliada paralelamente à melhoria da segurança com técnicas cirúrgicas superiores, o uso de antibióticos, a transfusão de sangue e melhor anestesia.

Atualmente, à medida que a cirurgia de mínima invasão se torna mais comum em humanos as expectativas dos proprietários de animais de companhia aumentam no que diz respeito a este tipo de procedimento. Apesar de ser relativamente recente na medicina veterinária o seu uso tende a crescer exponencialmente num futuro próximo.

Tratam-se de técnicas inovadoras que recorrem ao uso de tecnologia avançada para procedimentos profiláticos, de diagnóstico ou de tratamento cirúrgico.

São várias as vantagens que o seu uso representa tanto se tratando do acesso ao interior de uma articulação (artroscopia), da cavidade torácica (toracoscopia) ou da cavidade abdominal (laparoscopia).

Ao contrário das técnicas cirúrgicas tradicionais, a cirurgia de mínima invasão pode ser realizada através incisões muito pequenas, reduzindo circunstancialmente a dor, o risco de infeção, a perda de sangue e o tempo de recuperação do paciente.

O cirurgião utiliza longos instrumentos cirúrgicos e orienta-se através de imagens ampliadas que são transmitidas da camera do endoscópio para o monitor. Permite em muitos dos casos visualizar e alcançar locais anatomicamente de difícil acesso com o mínimo de danos para os tecidos circundantes, aumentando as possibilidades de realizar cirurgias e outras intervenções que de outra forma seriam impossíveis ou demasiado arriscadas.

Para além da artroscopia os procedimentos mais comuns que podem ser efetuados utilizando equipamento cirúrgico de mínima invasão são castrações assistida por laparoscopia, gastropexia, cirurgia exploratória, remoção de pequenos tumores bem como várias técnicas laparoscópicas de biopsia de órgãos. Já estando a ser utilizada a técnica para cirúrgias torácicas.

A constante inovação tecnológica e a melhoria das técnicas cirúrgicas irão permitir que num futuro próximo a cirurgia de mínima invasão continue a evoluir e a assegurar o seu espaço no contexto da medicina veterinária.

 

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